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terça-feira, novembro 16, 2010

Capítulo XVII

Capítulo XVII
Jane saiu do banho enrolada em uma enorme e felpuda toalha branca. Separou cuidadosamente algumas blusas que pretendia usar no “encontro” com Charles e começou a experimentá-las, analisando para ver qual delas lhe cairia melhor.

- Charlotte! – Jane gritou enquanto analisava duas blusas.

- O que foi Jane? – Charlotte perguntou aparecendo na porta do quarto.

- Eu não sei com que blusa ir. – Jane falou lamentando.

- Calma.

Charlotte falou se aproximando e sorrindo. Pediu para que Jane vestisse as duas blusas. Como a noite estava extremamente bela e fresca, as blusas eram sem manga e Jane levaria um casaco à tira colo, caso esfriasse.

Ela usaria uma calça jeans, e isso já estava certo. Uma das blusas que ela planejava usar era rosa clara, lisa, enfeitada apenas por algumas rendas na barra da blusa e na gola em V.

A outra era azul, e combinava perfeitamente com os olhos de Jane, e os realçava ainda mais. Era uma tomara que caia que lhe ajustava perfeitamente ao corpo, e uma faixa demarcava a fina cintura de Jane.

http://www.aluskabrasileiro.com/loja/images/bjotopRG.jpg
(essa é a blusa que a Jane vai usar... mas imaginem ela azul clara ok?)

Charlotte decidiu pela blusa azul e Jane aprovou a escolha. Vestiu a blusa e penteou os cabelos de modo que os singelos cachos da ponta do cabelo ficassem perfeitamente moldados. Usou duas presilhas para arrumar um pouco a franja e maquiou-se levemente. Separou o casaco que usaria caso sentisse frio e começou a tacar tudo que precisava dentro da bolsa.

Já eram sete horas, e Charles já devia estar esperando por ela. Despediu-se das amigas com um aceno e desceu até a portaria. Charles a esperava estacionado em frente à portaria, encostado no carro e sorrindo. Adiantou-se quando ela se aproximou em cumprimentou-a.

- Você é muito bonita. – elogiou enquanto abria a porta do carro para que ela entrasse. (N/a: reparou que ele disse é, e não está? )

- E você é um perfeito cavalheiro. – ela elogiou sorrindo e entrando no carro, corando um pouco.

- Aonde vamos primeiro, minha querida guia? – ele perguntou, fazendo Jane corar mais ainda.

- Eu pensei em conhecermos primeiro o Big Ben*. Ele fica lindo iluminado à noite. – Jane respondeu enquanto revisava o roteiro.

- Big Bem... aqui vamos lá! – Charles falou enquanto dava a partida no carro.

Durante todo o percurso até o Big Ben Jane e Charles conversaram animadamente, sobre artes, musicas e todo o tipo de assunto que surgi em meio a uma conversa animada.

Passaram por volta de uma hora no grande relógio e resolveram continuar o pequeno passeio.

Em todos os pontos em que pararam no meio do pequeno passeio que fizeram, Charles fez questão de abrir e fechar a porta para Jane, que sempre sorria e corava levemente com o cavalheirismo de Charles.

- Aquilo é um parque de diversões? – Charles perguntou ao ver surgir no outro lado da rua uma enorme roda gigante.

- Acho que sim. – Jane respondeu admirada.

- Vamos? Faz muito tempo que não vou a um parque de diversões! – Charles perguntou parecendo uma criança que acabara de receber um presente de natal antecipado.

Jane concordou com um pequeno aceno de cabeça. Estacionaram o carro e seguiram juntos até a bilheteria. Compraram alguns ingressos e começaram a olhar as atrações.

- Charles, vamos nesse! Fui uma vez com Lizzy e nos divertimos muito!

Jane pediu com os olhinhos brilhando. Charles concordou e entraram na fila. O brinquedo se chamava Crazy Dance. Era uma cadeira estofada, que rodava junto com algumas outras. O brinquedo rodava conforme a musica ia tocando.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6e/New_crazy_dance.jpg/800px-New_crazy_dance.jpg
(Crazy Dance)

Na sua vez, Jane e Charles se acomodaram em uma das cadeiras e esperaram a musica começar. O Dj colocou uma música com batida latina e o brinquedo começou. Os dois cantavam a animados e sacudiam os braços conforme o brinquedo se mexia. Riam muito e catavam cada vez mais alto a musica que tocava.

Desceram rindo muito. Caminharam até o outro lado do parque, onde a roda gigante estava montada. No meio do caminho, um grande urso de pelúcia, branco como a neve e fofo chamou a atenção de Jane.

http://www.cafenobre.com.br/urso_17.jpg
( o Urso )

Charles acompanhou o olhar de Jane e viu o motivo do brilho em seus olhos. Puxou-a pela mão até a barraca onde o urso era o premio.

- Vou te dar o Urso Jane! – Charles falou sorrindo.

- Ah, não é necessário. – Jane respondeu lisonjeada.

- Claro que é! Você o quer, e eu vou te dar. – ele falou sorrindo. – e nem adianta discutir! – completou ao ver que Jane abria a boca para responder.

Charles se aproximou do homem que trabalhava na barraca e perguntou como ganharia o urso. O homem sorriu de lado e explicou com um tom arrogante que ele deveria acertar sete dos dez tiros em um pato de madeira que andava de um lado ao outro.

- Esse usrso está ai há dez anos... ninguém nunca conseguiu.

O homem completou olhando arrogante para Charles que simplesmente depositou o dinheiro em cima da mesa e pegou a espingarda de chumbinho que o homem lhe ofereceu.

- Vai ser moleza.

Charles murmurou de modo que só ele pode ouvir. Ajustou a arma e mirou cuidadosamente em um dos patos. Puxou o gatilho e atirou. Acertou o primeiro pato. Não deixou se abalar pelo rosnado que o homem deixou escapar. Mirou novamente em um outro pato e atirou. Acertou novamente.

Foi assim com todos os sete patos que Charles deveria derrubar, e com mais os outros três que derrubou só para ensinar o homem que lhe atendera a não subestimar os outros.

- Aqui está! – o homem falou quase que com um rosnado.
- Muito obrigado. – Charles pegou o urso e entregou a Jane, que sorria de orelha a orelha. – Pra você!

- Muito obrigada. Realmente não precisava. – ela falou abraçando o urso.

- Mas eu quis. – Charles respondeu voltando a segurá-la pela mão e seguindo até a roda gigante.

Entraram na pequena fila e esperaram que uma das cadeiras vagasse, o que não demorou muito a acontecer. Entregaram os bilhetes a menina que os estava acomodando e esperaram que a roda recomeçasse a rodar.

Com um leve solavanco, a roda começou a rodar. A vista era linda dali de cima. Podia-se ver uma boa parte das casas Londrinas, e milhares de pontinhos luminosos ao longe.

- Daqui de cima Londres parece tão pequena. – Jane comentou sentindo a brisa soprar-lhe os cabelos.

- Daqui de cima, tudo parece pequeno. – Charles comentou divertido. – os carros parecem formigas, e os prédios... os prédio parecem pequenas arvores de metal. – completou rindo.

- E o lago ali adiante seria uma grande poça de água? – Jane perguntou sorrindo.

- Talvez. – Charles ponderou olhando. – e nós seriamos o que? – ele perguntou encarando Jane, que ficava levemente corada por causa do vento.

- Eu não sei...

Ela respondeu. A roda parou de andar exatamente no momento que passavam no ponto mais alto que poderiam alcançar. Charles continuou olhando-a encantado com toda a beleza de Jane.

Uma pena veio voando sabe-se lá de onde, e Jane a seguiu com um olhar enquanto ria. A brisa que levava a pena parou de soprar e ela caiu devagar sobre o nariz de Jane, que balançou o rosto e começou a rir.
( N/a: deu pra entender o que eu queria dizer? A penas estava voando e caiu no nariz de Jane, se equilibrando ok?)

- Você com certeza seria um anjo.

Charles falou enquanto olhava a cena hipnotizado pela criatura angelical que estava ao seu lado. Jane tirou a pena do nariz e a segurou, virando-se para Charles. Sem saber como, sorriu e sentiu sua face ruborizar. Charles se aproximou mais, lentamente, enquanto fixava o olhar nos olhos de Jane.

Como se fosse empurrada por uma força invisível, Jane se aproximou mais ainda de Charles, vencendo a distancia que mantinham seus lábios separados.

Beijaram-se primeiramente de um modo delicado, experimentando a textura dos lábios um do outro. Vendo que nenhum dos dois ofereceria resistência, aprofundaram o beijo, explorando cada canto da boca um do outro.

Separaram-se com um outro solavanco da roda gigante, que recomeçou a girar. Jane abaixou o olhar sem saber o que dizer, e Charles a abraçou.

Resolveram sair da roda e voltar para casa. Já estava ficando tarde. Desceram e seguiram de mãos dadas até o carro.

Jane estremeceu um pouco por causa do frio e amaldiçoou-se por ter deixado o casaco no carro. Charles percebendo o leve arrepio que ela teve, despiu seu casaco e colocou-o sobre os ombros nus de Jane, que sorriu em agradecimento mudo e apertou-o contra si.

Entraram no carro e seguiram conversando sobre os lugares que conheceram. Charles parou em frente a portaria e abriu a porta para Jane.

Despediram-se com um beijo singelo e Jane subiu sonhadora para seu apartamento. Viu Charles partir pela janela de seu quarto e começou a despir-se para tomar um banho. Reparou que ainda estava com o casaco de Charles e sorriu. O cheiro dele era muito bom...

Capítulo XVII

Capítulo XVII
Jane saiu do banho enrolada em uma enorme e felpuda toalha branca. Separou cuidadosamente algumas blusas que pretendia usar no “encontro” com Charles e começou a experimentá-las, analisando para ver qual delas lhe cairia melhor.

- Charlotte! – Jane gritou enquanto analisava duas blusas.

- O que foi Jane? – Charlotte perguntou aparecendo na porta do quarto.

- Eu não sei com que blusa ir. – Jane falou lamentando.

- Calma.

Charlotte falou se aproximando e sorrindo. Pediu para que Jane vestisse as duas blusas. Como a noite estava extremamente bela e fresca, as blusas eram sem manga e Jane levaria um casaco à tira colo, caso esfriasse.

Ela usaria uma calça jeans, e isso já estava certo. Uma das blusas que ela planejava usar era rosa clara, lisa, enfeitada apenas por algumas rendas na barra da blusa e na gola em V.

A outra era azul, e combinava perfeitamente com os olhos de Jane, e os realçava ainda mais. Era uma tomara que caia que lhe ajustava perfeitamente ao corpo, e uma faixa demarcava a fina cintura de Jane.

http://www.aluskabrasileiro.com/loja/images/bjotopRG.jpg
(essa é a blusa que a Jane vai usar... mas imaginem ela azul clara ok?)

Charlotte decidiu pela blusa azul e Jane aprovou a escolha. Vestiu a blusa e penteou os cabelos de modo que os singelos cachos da ponta do cabelo ficassem perfeitamente moldados. Usou duas presilhas para arrumar um pouco a franja e maquiou-se levemente. Separou o casaco que usaria caso sentisse frio e começou a tacar tudo que precisava dentro da bolsa.

Já eram sete horas, e Charles já devia estar esperando por ela. Despediu-se das amigas com um aceno e desceu até a portaria. Charles a esperava estacionado em frente à portaria, encostado no carro e sorrindo. Adiantou-se quando ela se aproximou em cumprimentou-a.

- Você é muito bonita. – elogiou enquanto abria a porta do carro para que ela entrasse. (N/a: reparou que ele disse é, e não está? )

- E você é um perfeito cavalheiro. – ela elogiou sorrindo e entrando no carro, corando um pouco.

- Aonde vamos primeiro, minha querida guia? – ele perguntou, fazendo Jane corar mais ainda.

- Eu pensei em conhecermos primeiro o Big Ben*. Ele fica lindo iluminado à noite. – Jane respondeu enquanto revisava o roteiro.

- Big Bem... aqui vamos lá! – Charles falou enquanto dava a partida no carro.

Durante todo o percurso até o Big Ben Jane e Charles conversaram animadamente, sobre artes, musicas e todo o tipo de assunto que surgi em meio a uma conversa animada.

Passaram por volta de uma hora no grande relógio e resolveram continuar o pequeno passeio.

Em todos os pontos em que pararam no meio do pequeno passeio que fizeram, Charles fez questão de abrir e fechar a porta para Jane, que sempre sorria e corava levemente com o cavalheirismo de Charles.

- Aquilo é um parque de diversões? – Charles perguntou ao ver surgir no outro lado da rua uma enorme roda gigante.

- Acho que sim. – Jane respondeu admirada.

- Vamos? Faz muito tempo que não vou a um parque de diversões! – Charles perguntou parecendo uma criança que acabara de receber um presente de natal antecipado.

Jane concordou com um pequeno aceno de cabeça. Estacionaram o carro e seguiram juntos até a bilheteria. Compraram alguns ingressos e começaram a olhar as atrações.

- Charles, vamos nesse! Fui uma vez com Lizzy e nos divertimos muito!

Jane pediu com os olhinhos brilhando. Charles concordou e entraram na fila. O brinquedo se chamava Crazy Dance. Era uma cadeira estofada, que rodava junto com algumas outras. O brinquedo rodava conforme a musica ia tocando.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6e/New_crazy_dance.jpg/800px-New_crazy_dance.jpg
(Crazy Dance)

Na sua vez, Jane e Charles se acomodaram em uma das cadeiras e esperaram a musica começar. O Dj colocou uma música com batida latina e o brinquedo começou. Os dois cantavam a animados e sacudiam os braços conforme o brinquedo se mexia. Riam muito e catavam cada vez mais alto a musica que tocava.

Desceram rindo muito. Caminharam até o outro lado do parque, onde a roda gigante estava montada. No meio do caminho, um grande urso de pelúcia, branco como a neve e fofo chamou a atenção de Jane.

http://www.cafenobre.com.br/urso_17.jpg
( o Urso )

Charles acompanhou o olhar de Jane e viu o motivo do brilho em seus olhos. Puxou-a pela mão até a barraca onde o urso era o premio.

- Vou te dar o Urso Jane! – Charles falou sorrindo.

- Ah, não é necessário. – Jane respondeu lisonjeada.

- Claro que é! Você o quer, e eu vou te dar. – ele falou sorrindo. – e nem adianta discutir! – completou ao ver que Jane abria a boca para responder.

Charles se aproximou do homem que trabalhava na barraca e perguntou como ganharia o urso. O homem sorriu de lado e explicou com um tom arrogante que ele deveria acertar sete dos dez tiros em um pato de madeira que andava de um lado ao outro.

- Esse usrso está ai há dez anos... ninguém nunca conseguiu.

O homem completou olhando arrogante para Charles que simplesmente depositou o dinheiro em cima da mesa e pegou a espingarda de chumbinho que o homem lhe ofereceu.

- Vai ser moleza.

Charles murmurou de modo que só ele pode ouvir. Ajustou a arma e mirou cuidadosamente em um dos patos. Puxou o gatilho e atirou. Acertou o primeiro pato. Não deixou se abalar pelo rosnado que o homem deixou escapar. Mirou novamente em um outro pato e atirou. Acertou novamente.

Foi assim com todos os sete patos que Charles deveria derrubar, e com mais os outros três que derrubou só para ensinar o homem que lhe atendera a não subestimar os outros.

- Aqui está! – o homem falou quase que com um rosnado.
- Muito obrigado. – Charles pegou o urso e entregou a Jane, que sorria de orelha a orelha. – Pra você!

- Muito obrigada. Realmente não precisava. – ela falou abraçando o urso.

- Mas eu quis. – Charles respondeu voltando a segurá-la pela mão e seguindo até a roda gigante.

Entraram na pequena fila e esperaram que uma das cadeiras vagasse, o que não demorou muito a acontecer. Entregaram os bilhetes a menina que os estava acomodando e esperaram que a roda recomeçasse a rodar.

Com um leve solavanco, a roda começou a rodar. A vista era linda dali de cima. Podia-se ver uma boa parte das casas Londrinas, e milhares de pontinhos luminosos ao longe.

- Daqui de cima Londres parece tão pequena. – Jane comentou sentindo a brisa soprar-lhe os cabelos.

- Daqui de cima, tudo parece pequeno. – Charles comentou divertido. – os carros parecem formigas, e os prédios... os prédio parecem pequenas arvores de metal. – completou rindo.

- E o lago ali adiante seria uma grande poça de água? – Jane perguntou sorrindo.

- Talvez. – Charles ponderou olhando. – e nós seriamos o que? – ele perguntou encarando Jane, que ficava levemente corada por causa do vento.

- Eu não sei...

Ela respondeu. A roda parou de andar exatamente no momento que passavam no ponto mais alto que poderiam alcançar. Charles continuou olhando-a encantado com toda a beleza de Jane.

Uma pena veio voando sabe-se lá de onde, e Jane a seguiu com um olhar enquanto ria. A brisa que levava a pena parou de soprar e ela caiu devagar sobre o nariz de Jane, que balançou o rosto e começou a rir.
( N/a: deu pra entender o que eu queria dizer? A penas estava voando e caiu no nariz de Jane, se equilibrando ok?)

- Você com certeza seria um anjo.

Charles falou enquanto olhava a cena hipnotizado pela criatura angelical que estava ao seu lado. Jane tirou a pena do nariz e a segurou, virando-se para Charles. Sem saber como, sorriu e sentiu sua face ruborizar. Charles se aproximou mais, lentamente, enquanto fixava o olhar nos olhos de Jane.

Como se fosse empurrada por uma força invisível, Jane se aproximou mais ainda de Charles, vencendo a distancia que mantinham seus lábios separados.

Beijaram-se primeiramente de um modo delicado, experimentando a textura dos lábios um do outro. Vendo que nenhum dos dois ofereceria resistência, aprofundaram o beijo, explorando cada canto da boca um do outro.

Separaram-se com um outro solavanco da roda gigante, que recomeçou a girar. Jane abaixou o olhar sem saber o que dizer, e Charles a abraçou.

Resolveram sair da roda e voltar para casa. Já estava ficando tarde. Desceram e seguiram de mãos dadas até o carro.

Jane estremeceu um pouco por causa do frio e amaldiçoou-se por ter deixado o casaco no carro. Charles percebendo o leve arrepio que ela teve, despiu seu casaco e colocou-o sobre os ombros nus de Jane, que sorriu em agradecimento mudo e apertou-o contra si.

Entraram no carro e seguiram conversando sobre os lugares que conheceram. Charles parou em frente a portaria e abriu a porta para Jane.

Despediram-se com um beijo singelo e Jane subiu sonhadora para seu apartamento. Viu Charles partir pela janela de seu quarto e começou a despir-se para tomar um banho. Reparou que ainda estava com o casaco de Charles e sorriu. O cheiro dele era muito bom...

segunda-feira, novembro 15, 2010

Capítulo XVI

Capítulo XVI
Depois das primeiras aulas da parte da manhã, Lizzy vestiu um short por cima do collant e foi até um barzinho comer alguma coisa. Não encontrara Isabel, e imaginou que ela deveria estar aproveitando o tempo livre par namorar um pouco, por isso se assustou ao sentir uma mão suave pousar em seus ombros e o rosto de Isabel a estar fitando com um sorriso.

- Que cara sonhadora é essa senhorita Bennet?

Bel perguntou enquanto puxava uma cadeira e se sentava com Lizzy.

- Eu estava imaginando por onde você andaria sua namoradeira! E imaginei que era com Thomas... e por esse sorriso “eu tenho trinta e dois dentes bem branquinhos igual a propaganda de pasta de dentes” vejo que eu estava certa.

Isabel riu e pediu ao garçom um copo d’água. Ficaram no bar conversando por mais alguns minutos e comeram alguma coisa.

Lizzy voltou do intervalo entre as aulas acompanhada por Isabel. Fizeram as outras aulas em meio a momentos de descontração e completa atenção. Isabel teria que sair mais cedo do que o normal para ensaiar com Thomas, já que os testes estavam a caminho e os nervos aflorando na pele. Nunca imaginaram que os testes fossem criar tantas expectativas entre os alunos.

Ao final do dia, quando o vestiário já se encontrava deserto, Lizzy trocou maus uma vez a roupa, vestindo o vestido preto que usara na noite anterior. Prendeu os longos cabelos negros em um coque bem firme no alto da cabeça e calçou o sapato de dança.

Quando alcançou os corredores, alguns violinistas tocavam uma peça melancólica, provavelmente ensaiando para os seus próprios testes, e uns pintores retardatários deixavam suas salas com pinceis e tintas a tiracolo.

Subiu as escadarias de mármore o mais discretamente que pode até o andar das salas de dança e encontrou a sua sala em meio à penumbra do andar. Adentrou a sala guiada apenas pela luz da lua que se infiltrava através das grandes vitrais da janela.

Seu coração deu um salto ao ouvir uma voz forte e retumbante chamar por ela de dentro das sombras.

- Sr Darcy!

Exclamou Lizzy levando uma das mãos ao peito enquanto respirava fundo para se acalmar. (N/A: ela ta assim e ainda nem viu ele... rsrsrsr).

Darcy saiu das sombras onde permanecia e revelou-se com um sorriso que em seu semblante possuía efeito devastador. (N/A: agora ela pode perder o fôlego rsrsrsr).

Os olhos, que já eram de um azul intenso, sob a luz pálida da Lua pareciam adquirir um brilho novo, que lhe dava um ar tão digno que Lizzy desviou os olhos momentaneamente, mas sem conseguir romper o contato por muito mais tempo.

O cabelo que possuía um tom castanho tão brilhoso estava completamente arrumado, sem sequer um fio de cabelo em desalinho, o que fez Lizzy morder os lábios inconscientemente, a fim de reprimir um impulso descomunal de avançar até Darcy e enterrar suas mãos naqueles cabelos e bagunçá-los ela mesma.

Darcy usavam uma blusa e uma calça social como Lizzy recomendara na ultima noite, o que acentuava ainda mais o porte elegante que lhe era cabido por natureza.

- Por que não acendeu as luzes?

Ela perguntou tentando se controlar e desviar a atenção da figura tentadora que era Darcy ali parado iluminado apenas pela luz da Lua. Apoiou a bolsa em um banco e colocou o cd com a música no aparelho de som.

- Porque sei que você gosta de dançar a luz da lua. E devo admitir que ficas tão bela iluminada pela luz do luar que achei um crime privá-la de tal hábito.

Ele respondeu sorrindo e desejando intimamente poder ser ao menos por uns instantes a luz da Lua e tocar a pele alva de Lizzy. Lizzy agradeceu intimamente pela penumbra, pois havia corado com o comentário de Darcy, e juraria estar mais corada que um tomate.

- Fico lisonjeada pela sua consideração.

Ela respondeu tentando afastar alguns pensamentos de sua cabeça e foi o que conseguiu responder sem que parecesse extremamente tola. Lizzy ligou a musica forçando sua mente a se voltar para o trabalho e fizeram um pequeno alongamento a fim de evitar uma distenção muscular.

- Agora vamos a nossa pequena coreografia.

Lizzy anunciou enquanto mudava a música e se preparava psicologicamente para estar tão perto de Darcy. Darcy dobrou a manga de sua camisa e fechou os olhos tentando recordar a coreografia que secretamente treinara durante o dia.

As primeiras notas soaram ao mesmo tempo em que as mãos de Darcy deslizavam suavemente pelas costas de Lizzy até encontrar a posição em que deveriam estar. Um arrepio tomou conta de Lizzy quando ela sentiu aquelas mãos fortes de encontro a sua pele. Ele perdera um pouco da vergonha em relação ao toque, que agora estava mais firme e seguro.(N/A: que chato...)

Mas a proximidade ainda era um pequeno problema. Ele ainda se mantinha muito afastado para um tango. Para uma valsa, estaria perfeito.

Lizzy, assumindo um tom profissional enquanto acalmava seus hormônios, pediu para que Darcy se aproximasse mais. Levemente embaraçado Darcy acomodou-se mais junto a Lizzy. Ela fez a contagem e começaram com os movimentos.

Depois de passada duas vezes a coreografia, Lizzy deu-se por satisfeita e começou a ensinar os primeiros passos da coreografia que apresentariam.

- Nesse giro, preciso que você deslize a mão esquerda pela minha coxa para me dar apoio para a jogada de corpo que eu tenho que fazer.

Lizzy explicou enquanto fazia o movimento sendo amparada por Darcy, que deslizou a mão o mais respeitosamente que pode em direção a coxa de Lizzy. Ao alcançar o local onde deveria manter a mão, pode sentir um pequeno choque ao sentir que sua mão tocava diretamente na pele nua da coxa de Lizzy, graças a uma fenda lateral do vestido. (N/A: Que perigo...}.

Começou com um pequeno formigamento, mas quanto mais tempo Darcy permanecia com a mão pousada naquele local perigoso, mais a sensação de que sua perna ardia e implorava para que continuassem com o passeio se apossava dela.

Lizzy esteve a um milímetro de jogar o juízo ao vento e beijar Darcy, mas a razão falou mais alto e tratou de finalizar o giro.

Vendo que agora já avançavam pela noite, Lizzy deu o ensaio por encerrado e constatou, feliz, que pelo menos um de seus desejos pode ser realizado essa noite: o cabelo de Darcy, outrora tão alinhado, estava completamente bagunçado e apontava rebelde para as mais diversas direções.

Lizzy realmente não sabia o que estava acontecendo com ela. Aquela vontade descomunal de simplesmente beijar Darcy, e deixar que ele a tocasse não era normal. Já dançara tantas vezes com os mais diversos tipos de homens, que ela tinha que admitir, eram lindos. Mas por que essa sensação só a assaltava quando dançava com Darcy?

domingo, novembro 14, 2010

Capítulo XV

Capítulo XV
No dia seguinte Lizzy seguiu com Jane para academia enquanto narrava o ensaio para a irmã.

- E você acha que ele possa aprender a coreografia em tão pouco tempo?

Jane perguntou enquanto olhava pelo retrovisor o carro que vinha muito próximo a elas.

- Acho sim... ele pode parecer meio travado... mas aprende rápido.

Lizzy falou animada e transparecendo toda a sua animação com a nova coreografia que imaginava para eles.

- E seu projeto... como anda?

Perguntou enquanto procurava na bolsa os cds para os ensaios de logo mais à noite. Novamente dera-se o luxo de não treinar pela manhã.

- Está pronto Lizzy. E ele está tão bonito. Charles me deu umas idéias muito boas.

Lizzy parou de procurar o cd e encarou a irmã que ficara ligeiramente corada com a menção de Charles.

- Charles? O mesmo Charles que monopolizou sua companhia no baile?

Lizzy perguntou arqueando uma das sobrancelhas. Jane pareceu corar mais ainda e mexeu-se um pouco desconfortável no banco.

- É... ele entrou na nossa turma de pinturas. Eu não te falei?

Ela respondeu tentando parecer natural. Lizzy anuviou a expressão e começou a rir da timidez da irmã.

- Por que você não me contou?

Lizzy perguntou com uma pontada de magoa.

- Eu realmente me esqueci Lizzy... E pouco nos vemos esse dia.

Jane respondeu sincera. Lizzy, percebendo como a irmã estava um pouco desconfortável com a situação, mudou de assunto e continuaram conversando amenidades até chegarem ao estacionamento da academia.

**********************************

- Quero que vocês formem duplas!

A voz de Antony soou alta pela sala de aula. As alunas logo formaram seus pares, prontas para começas e nova atividade. Lizzy, é claro, formou par com Isabel. Caroline, que não parava de lançar constantes olhares de reprovação para as outras alunas, formou par com uma menina chamada Louise, que chegava a ser tão esnobe quanto ela.

- O exercício é o seguinte: vocês deverão escolher uma pessoa para guiar os movimentos e a outra terá que imitar.

Ele falou fazendo quase uma pausa teatral, esperando ver a reação da turma, que continuou o encarando em silencio.

- Vocês deverão fazer os movimentos no ritmo da musica que eu selecionar e o outro deverá copiá-los. Podem começar!

Ele falou enquanto ligava o som e uma musica alta e clara começou a soar na sala.

http://www.youtube.com/watch?v=Ae68NB-mOe4
(Enya- Caribean Blue)

A música era calma, e dava a sensação de ser transferida para um lugar calmo, onde o tempo parece não passar e o Sol acaricia a pele com seus raios.

Isabel começou fazendo movimentos leves, tocando a pele como se sentisse uma brisa fresca passar por ela. Fechou os olhos e simplesmente deixou seu corpo dançar ao som da música.

Lizzy a acompanhava sorrindo. Os movimentos eram tão leves, e expressavam tudo o que Isabel parecia sentir ao ouvi-la.

Quando a música acabou, Isabel abriu os olhos parecendo extasiada. Antony estava parado ao lado delas, com os lábios crispados e as mãos fechadas. Lizzy riu e dirigiu-se ao banco para beber um pouco da água que trazia em sua garrafinha.

A aula seguiu tranqüila sem muitos ocorridos dignos de relato. Lizzy fez seus movimentos ao som deu uma música mais agitada e Isabel a acompanhou muito bem.

******************************************

Jane despediu-se da irmã quando alcançaram os armários e seguiu carregando sua pequena maleta de tintas para a aula de pinturas em cerâmica. Chegou na sala e a pequena e simpática professora Lia já se encontrava sentada em sua mesa, separando alguns desenhos que provavelmente usariam na aula.

- Boa dia! – Jane cumprimentou sorrindo.

- Boa dia senhorita Bennet!

Ela respondeu lançando um olhar bondoso a jovem e voltando a se concentrar nos desenhos. Jane se acomodou na sua bancada que ficava bem próxima a mesa da professora e começou a arrumar suas tintas em um disposição de tons sobre a mesa.

Poucos minutos depois os alunos começaram a chegar enquanto conversavam animadamente. Jane cumprimentou a todos com um sorriso, que foi alargado quando viu Charles Bingley adentrar a sala e sentar-se na mesma bancada que ela, justamente ao seu lado.

Antes que pudessem trocar mais que monossílabos, a professora levantou-se de sua confortável cadeira e começou a explicar como seria o trabalho.

A turma se levantou e dirigiu-se para o pequeno armário ao fundo da sala, onde havia uns vasinhos feitos de cerâmica. Jane escolheu o seu, um pequeno e quadrado, e voltou para a mesa, acompanhada de Charles.

- Jane? – Jane se virou e encarou Charles sorrindo. – Quer almoçar comigo?

- Eu adoraria. – ela respondeu corando e voltando-se para o seu vaso.

**************************************

- Você viu aquela flor que a professora pintou no próprio vaso?

Jane perguntou animada enquanto saia juntamente com Charles para o pátio da academia. Iriam andando até um pequeno restaurante no final da rua.

- Claro que vi! Estava perfeita! Mas a sua ainda era mais bonita!

Ele respondeu fazendo Jane corar.

- Você que é muito gentil!

Ela respondeu desviando o olhar e sorrindo timidamente para Charles.

- E mais um capítulo de Jane e sua modéstia começou!

Ele respondeu divertido e Jane começou a rir.

- Até tu Brutus? – ela falou ainda rindo. – Minha irmã fala a mesma coisa. – completou sorrindo.

- O que significa que eu estou certo! – ela falou dando o assunto como encerrado.

Andaram admirando a pequena paisagem do parque próximo a rua e chegaram ao restaurante. Acomodaram-se em uma mesa aos fundos do restaurante e pediram um suco de laranja para acompanhar a salada com um molho da casa que pediram como refeição.

- Eu não esperava me divertir tanto por aqui!

Charles falou sorrindo. Jane se arrumou na cadeira e sorriu, quase não contendo a sua curiosidade.

- O que o trouxe para cá? – ela perguntou em voz baixa.

- Meu amigo! – ele respondeu sorrindo – Darcy e eu somos os donos da academia... e ele quis muito vir conhecer a academia... até então estudávamos na filial dos Estados Unidos.

- E vocês vão ficar por um tempo? – Jane perguntou corando ainda mais.

- Eu espero que sim. Aqui é muito agradável... e posso desfrutar da sua academia!

Jane foi salva de corar furiosamente quando o garçom chegou trazendo o almoço dos dois. Depois disso o assunto se desviou e ficaram conversando apenas amenidades, e Charles fez Jane prometer que o levaria aos pontos turísticos de Londres.

terça-feira, novembro 02, 2010

Capítulo XIV- No Caminho da Dança

Lizzy subiu para o seu apartamento com um sorriso bobo brincando em seus lábios. Adentrou a sala ainda sorrindo e encostou a porta. A sala estava na maior penumbra e Lizzy assustou-se ao ver a luz do abajur acender e Jane encará-la séria.




- Onde você estava até uma hora dessas?



Perguntou bancando a senhor Bennet. Lizzy sorriu com o carinho da irmã e sentou-se ao seu lado, abraçando-a.



- Desculpe-me Jane. Mas eu estava desesperada.



Sussurrou para a irmã que a abraçou e passou-lhe um pequeno sermão de irmã mais velha e preparou um jantar rápido para a irmã.



- Soube que Oliver não poderá dançar...



Jane falou em tom solidário. Lizzy sorriu.



- Não... ele não vai...



- Então por que você está com esse sorriso bobo na cara?



Jane perguntou desconfiada. Lizzy começou a narrar tudo que havia acontecido em seu encontro com Darcy e Jane cada vez mais ficava admirada.



- Eu não acredito que ele vá dançar com você!



Jane falou ainda boquiaberta.



- Para falar a verdade nem eu mesma acredito. Eu sugeri isso como uma brincadeira... mas parece que ele levou a sério!



- E como será que o povo da escola irá reagir a isso?



Jane perguntou, tocando em um assunto em que Lizzy ainda não havia pensado. Se ela ganhasse um papel na peça, dançando com Darcy, poderiam achar que não foi devido ao seu próprio sucesso... e sim a influencia que ela possuía lá dentro.







- Eu não havia pensado nisso Jane.



Lizzy responde começando a se preocupar com o assunto. Teriam que tomar cuidado.



- Bem, acho que você está cansada e tem que dormir.



Jane falou em tom autoritário. Lizzy caminhou para o quarto obediente e tomou um banho antes de deitar na cama e adormecer, pensando em um belo par de olhos azuis e seu dono.



************************



Lizzy permitiu-se não ensaiar na manhã seguinte, e seguiu bem disposta para a escola, encontrando Isabel no meio do caminho.



- E ai amiga? Como você está?



Bel perguntou em tom solidário, enquanto procurava no rosto de sua amiga sinais de tristeza como lágrimas secas e olheiras. Lizzy narrou-lhe todo o acontecido enquanto via um sorriso se estampar nos lábios da amiga.



-Eu não acredito! Você tem um dia de cão, fica desesperada e acaba sendo consolada por esse Deus maravilhoso e ainda o ganha como par para o teste! Por que eu não tenho uma sorte destas?



Ela fala fazendo drama e fazendo Lizzy rir. Chegaram à sala e tiveram a aula normalmente, com os passos desengonçados de Caroline, os comentários de Lyra e muitas risadas para alguém que em menos de vinte e quatro horas estava a beira de um ataque.



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Ao final da aula, Lizzy se despediu de Isabel e seguiu para o vestiário para trocar de roupa.



Prendeu o cabelo em um coque e pos o vestido que usava para ensaiar. Calçou seus sapatos de dança e seguiu para a sala. Passou um pouco de breu no solado e no chão.



Colocou a música no som e começou a bolar uma nova coreografia para sua dança.



Poucos minutos depois, Lizzy vê a porta se abrindo e abre um sorriso ao ver Darcy entrando pela porta.



Ele estava realmente bonito. A blusa social branca que usava estava com os dois primeiros botões abertos, revelando uma parte do peitoral másculo de Darcy. A manga estava dobrada até a altura do cotovelo.







Ele usava uma calça social básica. Seu cabelo estava um pouco bagunçado e seus olhos brilhavam tão intensamente que pareciam duas pérolas reluzentes.



Sorria, um sorriso tão estonteante que as pernas de Lizzy fraquejaram.



- Você realmente veio!



Lizzy falou pensando que aquele homem deveria ser uma miragem. ( N/A: diga-se de passagem, uma bela miragem).



- É claro! Pensou que eu a deixaria esperando?



A voz dele soou grave e retumbante. Lizzy sorriu e se aproximou.



- Não duvidei. –



Ela respondeu sorrindo. Darcy deu uma olhada pela sala vazia, que como sempre estava com todas as luzes apagadas sendo iluminada simplismente pela luz da lua que invadia a sala pelo grande vitral.



- Você sempre dança no escuro? – ele perguntou



-Na maioria das vezes sim... eu fico mais inspirada.Agora, vamos começar?



- Claro. Eu mal posso esperar pelas minhas aulas.



Lizzy riu e desligou a música que ainda tocava.



- O que você sabe sobre o tango*?



Ela perguntou enquanto encarava Darcy, agora assumindo um ar mais profissional.



- Que se dança a dois e que é muito lindo na Argentina.



Ele respondeu sendo sincero. Lizzy deu uma risada.



- Deixe-me falar um pouco sobre o tango. O tango é uma dança sensual, que exige movimentos firmes. Os bailarinos devem estar sempre próximos, e os movimentos exigem sensualidade. È uma dança da carne, do desejo. É um diálogo novo, a sedução feita em movimentos, o ir e vir, o encontro de dois mundos. Pode parecer uma dança fácil... mas não é. Ela exige confiança no parceiro, por causa das piruetas e jogo de copo realizado. E eu confio em você!



Ela explicou para Darcy, que estava completamente concentrado. Lizzy se aproximou dele e ajeitou seus braços em sua cintura.



- Não tenha medo de me tocar. O tango exige o toque. Suas mãos terão que correr pelo meu corpo seja para realizar um movimento, seja para me segurar. Então não tenha medo.







Darcy a obedeceu e ajeitou delicadamente suas mãos nas costas de Lizzy, que estavam nuas devido ao decote longo do vestido.



- Melhor assim?



Ele perguntou sorrindo. Lizzy fez um meneio de cabeça.



- Vou fazer pequenos movimentos. Tente me acompanhar. Não se importe de... desculpe mas não acho outro meio de dizer, não tenha medo de roçar a sua perna na minha.



Vendo que Darcy não parecia muito confortável, Lizzy tentou amenizar a situação.



- Não se preocupe, não irei denunciá-lo por abuso. E se fosse o caso, eu seria mais culpada que você!



Ela tentou amenizar enquanto falava sorrindo. Darcy deu uma gargalhada e sentiu-se mais confortável. Lizzy começou a dar pequenos passos, que eram o básico do tango. Depois de alguns minutos ensaiando as passadas, Lizzy ensinou uma pequena coreografia como aprendizado de movimentos.



- Agora quero ver se consegue fazer a coreografia com a minha parte também.



Lizzy falou se aproximando de Darcy e arrumando suas mãos nas costas de Darcy, movimento que ele imitou.



- Não fale, apenas sinta a música e deixe que ela guie seus movimentos. Não pense, aja com o coração.



Lizzy falou antes da musica começar.



http://www.youtube.com/watch?v=bibtqDxXv1o

(esse é mais ou menos o ensaio que tiveram)





Ao final do ensaio, ambos estavam cansados, mas contentes com o avanço que tiveram. O cabelo de Lizzy, antes perfeitamente preso em um coque no alto de sua cabeça, estava bagunçado por causa das inúmeras marcações com cabeça e piruetas. Pequenas gotas de suor nasciam em suas temporas.



O estado de Darcy não era tão diferente. A camisa agora estava com três botões abertos e o cabelo estava ligeiramente bagunçado por causa das mãos de Lizzy que passearam por essa área.







Lizzy andou até o banco onde suas coisas estavam apoiadas e pegou sua garrafa de água, dando um generoso gole. Consultou a hora em seu celular que antes estava desligado.



- Acho melhor encerrarmos por hoje. Já está tarde... se eu demorar é capaz de Jane chamar a polícia britânica toda!



Os dois riram e seguiram conversando sobre amenidades até a entrada da academia.



- Se quizer uma carona...



Darcy ofereceu já com as chaves de seu carro em mãos e apontando para o carro estacionado a poucos metros.



- É muito gentil, mas hoje estou com meu carro.



Lizzy respondeu sorrindo. Darcy pareceu desapontado mais sorriu.



- E quando ensaiaremos de novo?



Ele perguntou.



- amanha...no mesmo horário. Pode ser?



Lizzy perguntou enquanto remexia na bolsa a procura de suas chaves do carro.



- Claro.



Darcy respondeu enquanto caminhavam até o loca onde os carros estavam estacionados. Despediram-se cordialmente e foram para seus respectivos carros. Quando Will estava pronto para dar a partida em seu carro, ouviu Elizabeth chamando-o em seu próprio carro.



- Darcy...será que poderíamos manter nossa dupla em segredo? Eu não gostaria que as pessoas ficassem falando sabe... sobre você ser o dono...







Lizzy pediu completamente envergonhada. Darcy sorriu compreensivo e afirmou que manteria os ensaios em completo sigilo até o dia dos testes. Lizzy sorriu agradecida e seguiram para suas respectivas casas.



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Lizzy chegou em casa e encontrou a sala vazia. Todos já deveriam estar dormindo. Foi para cozinhar beber um copo de leite e foi até o quarto. Tomou um banho relaxante e deitou na cama, divagando sobre sua noite.



Dançar com Darcy fora maravilhoso, e ele era um aluno atento e esforçado. Ouviu todos os seus conselhos com boa vontade sem achar que era superior, mesmo sendo o dono da academia.



Lizzy deu uma pequena risada ao lembrar de como ele se sentia tímido em segurá-la próxima a ele e como ele evitava segurá-la com muita força.



“ Ele vai se acostumar com o tempo!”



Lizzy falou divertida lembrando-se da primeira vez que dançara tango com alguém. Não fora fácil segurar seus parceiro tão intimamente.



E foi pensando nisso que se lembrou do toque dele em suas costas nuas. Seu toque era incrível, e o choque de pele com pele era maravilhoso. A mãos deles eram tão suaves, e firmes, passavam-na uma sensação de segurança maravilhosa.



Agora se lembrando de como ficavam perto, pode sentir seu perfume, mesmo estando longe dele. Era um aroma único. E lembrou-se de seus sorriso e brilho dos seus intensos olhos azuis. De seu modo seguro de agir e pelo carinho que ele demonstrava ter por ela.



“ Senhorita Bennet, você está correndo sério perigo!”



Lizzy pensou antes de se acomodar na cama e cair em um sono relaxante.





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domingo, outubro 24, 2010

Cap. 13- no caminho da dança

Os ensaios de Lizzy, tanto os com Oliver, tanto os solo, progrediram no último mês que passou e Lizzy ficava cada vez mais nervosa com a aproximação dos testes para o evento.


Jane, depois de muita insistência de Lizzy e um empurrãozinho dado pela professora de pintura, finalmente concordara em participar e seu projeto para o cenário já estava praticamente pronto.

Agora faltava apenas uma semana para os testes e era segunda-feira. Lizzy já havia chegado na academia e esperava por Oliver na sala em que ensaiariam.

“Onde Oliver se meteu? Ele está atrasado!”

Lizzy pensava impaciente enquanto andava de um lado para o outro. Era incrível como ainda não havia um grande buraco no chão e Lizzy dentro dele.

Finalmente ouviu passos no assoalho e virou-se para ver a quem pertenciam. Era Oliver, que carregava no semblante uma expressão não muito boa.

- Oliver! O que aconteceu? Por que essa cara?

Lizzy entrou em pânico ao ver o semblante triste do amigo e quão triste era o seu olhar.

- Elizabeth, eu nem sei como vou te dizer isso. Eu sei quanto este teste é importante pra você. Mas eu não poderei participar do teste.

Lizzy apoiou-se na pilastra ao sentir suas pernas fraquejarem sob seu peso.

“Oliver não poderá dançar? Mas como eu farei o teste?”

Lizzy pensava ainda atordoada com a notícia.

- Mas o que aconteceu com você?



Lizzy perguntou ainda atordoada e a beira de um ataque de nervos, que ela controlava com muito custo.

- Lembra daquele problema com o rim do meu irmão? Agora a operação está inadiável. Ele terá que fazer cirurgia e eu.. vou doar um dos meus rins. A operação será amanhã, e eu não poderei dançar durante um mês.

Lizzy abraçou Oliver. Estava realmente triste, mas era por um bom motivo e além do mais ela poderia tentar uma vaga com a sua coreografia solo.

Lizzy acompanhou Oliver até a entrada e despediu-se. Voltou para dentro da sala e treinou sua coreografia solo como nunca antes havia treinado.


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Isabel chegou a academia e encontrou Lizzy ainda treinando na sala.



- Ei, cadê o Oliver?

Bel perguntou sorrindo para a amiga, que pareceu nem ter notado sua presença na mesma sala que ela. Então sentou no banco e esperou que a coreografia acabasse.

- Vai me dar atenção agora, ou vou ter que pegar senha?

Isabel perguntou ainda bem humorada. Lizzy tentou sorrir, mas apenas abraçou a amiga e murmurou:

- O Oliver não vai poder dançar.

E não deixou que Isabel falasse nada. Reiniciou a música e voltou a dançar.

- A aula já vai começar. Você não vem?

Bel perguntou enquanto saía da sala. Como não houve resposta, fechou a porta e foi para a aula.


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Durante todo o dia Lizzy parou apenas para almoçar e lanchar alguma coisa no final da tarde.

Jane e tantas outras pessoas tentaram fazer Lizzy parar e descansar um pouco, mas sem muito sucesso.

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A noite já havia caído sobre Londres, lançando seu manto negro que era quebrado pelas milhares de luzes que iluminavam a cidade e a luz da Lua, que brilhava cheia sobre todos e iluminava a sala em que Lizzy ainda ensaiava.



Era a milésima vez que ela repetia sua coreografia. Seu corpo já não aguentava mais e implorava por algum descanso. Lizzy escorou-se na parede e deixou-se escorregar até o chão e logo em seguida começando a chorar pela primeira vez naquele dia.

Lizzy não saberia dizer por quanto tempo ficou chorando sentada naquele chão até perceber que alguém se sentara ao seu lado e a abraçava.

Sem se importar quem era o dono de tão reconfortante abraço, Lizzy apoiou sua cabeça no peito do homem sentado ao seu lado e continuou chorando até achar que já não havia mais lágrimas em seus olhos.

- Desculpe-me, mas eu não...

Darcy não deixou que Lizzy continuasse a falar. Pôs a mão delicadamente em seus lábios e voltou a abraçá-la.

- Você treinou o dia inteiro. Precisa descansar. Vamos tirar essas sapatilhas do pé e assaltar a cozinha daqui da academia.

Lizzy concordou silenciosamente e levantou-se amparada por Darcy. Sentou-se no banco e tirou as sapatilhas dos pés. Seus pés doíam muito, e não era por pouco.

Haviam bolhas e feridas por quase todo o pé de Lizzy e só agora ela percebia o quanto elas doíam.

Estava se sentindo tão frágil, desprotegida... e o abraço daquele homem a fez sentir-se tão reconfortada, segura, como se tudo pudesse ficar bem pela simples presença dele no mesmo lugar que ela.

- Acho que precisamos de um banho Maria também.

Darcy falou sorrindo e apontando para os pés de Lizzy.

- Se eles ficarem assim, como você fará os teste?

- Boa pergunta.

Lizzy respondeu com um pequeno sorriso. Levantou-se e acompanhou Darcy até a cozinha, onde ele separou uma bacia e encheu com água quente. Lizzy mergulhou os pés na água e relaxou.

- Agora me diga, por que você está nesse estado de nervos?

Darcy perguntou e Lizzy sorriu fraca.

- Oliver, meu parceiro no teste em dupla, não vai poder dançar semana que vem. Agora só me resta dançar a minha coreografia solo e rezar para que me dêem uma vaga. Vou precisar de um pouco de sorte.



- Eu sinto muito... eu sei o quanto a dança é importante para você. Vi como você ensaiou durante todo esse mês, ensaiava quase que a noite inteira.

Darcy sorriu um pouco encabulado e Lizzy retribuiu o sorriso.

- Então eu não estava ficando louca. Havia realmente alguém me fitando todas as noites. E eu não acredito que você viu todos os ataques de loucura que tive durante os ensaios!

Lizzy falou rindo e Darcy acabou sendo contagiado pela risada dela e riu também. A risada de Darcy pareceu reanimar Lizzy, que se sentia pronta para outra.

- Sim, eu estive aqui durante todas as noites, assistindo todos os seus ataques e surtos de inspiração. Você fica linda inspirada.

Estavam perigosamente perto. Darcy enterrou sua mão nos cabelos soltos de Lizzy e a puxou para perto. Como Lizzy não ofereceu resistência, roçou os lábios nos dela, logo depois colou seus lábios nos dela e sentiu uma correnteza de sensações passarem do corpo dela para o seu. Precisava urgentemente sentir mais do gosto dela. Passou a língua entre os lábios de Lizzy que se abriram deliciosamente para que ele aprofundasse o beijo.


Era o toque mais prazeroso em toda a sua vida. Os lábios de Lizzy eram tão doces, suaves, totalmente ao contraria dos seus. ( N/A: duvido senhor Darcy! Desculpem, não resisti ao impulso.)



Beijaram-se por um tempo, até que o ronco da barriga de Lizzy soasse alto e claro pela cozinha. Lizzy riu e comentou:

- Acho que essa não foi a forma mais romântica de ser traga de volta para a terrível realidade.

Darcy riu e preparou um sanduíche para Lizzy, que ela comeu com duas mordidas.

- Venha, eu te levo para casa.

Lizzy tirou o pé da água em que seus pés estavam banhados e calçou seus chinelos. Darcy passou seu braço por seu ombro e caminharam até seu carro. Seguiram para o apartamento em silencio.

- Eu queria ter um meio de te ajudar...

Darcy falou enquanto Lizzy saía do carro.

- Você poderia tentar dançar comigo!

Lizzy falou divertida, e nem imaginava que Darcy fosse aceitar a proposta.

- Eu danço. Só você me ensinar!

Darcy falou sorrindo.

- É sério?

Lizzy perguntou entre incrédula e divertida.

- Sério. Amanhã a noite?

- Tudo bem. O ritmo é tango. Boa noite.

Lizzy sorriu, virou-se e entrou na portaria. Com certeza sonharia com um belo par de olhos azuis e sua boca....

quarta-feira, outubro 06, 2010

No Caminho da Dança, cap. XII

Na manhã seguinte Lizzy acordou cedo e animada para a aula. Chegou na academia, guardou suas coisas no armário e foi correndo encontrar com Isabel, que já a esperava na sala.

Ficaram conversando por alguns minutos, quando a professora Maila adentrou a sala, sendo seguida por uma nova aluna. Isabel logo a reconheceu como sendo Caroline Bingley.

Caroline estava usando um top branco que deixava toda a sua barriga seca, e para desgosto de Lizzy, definida a mostra.

- É lipoaspiração.

Isabel sussurrou para que só Lizzy ouvisse. Esta teve que abafar o riso com a mão e forçou-se a voltar com um semblante natural e receber a nova aluna.

Caroline também usava uma calça de malha. Ela andou até os bancos com a postura empinada e deixou sua bolsa afastada das demais. Sorriu desdenhosa para as novas companheiras e dirigiu-se para o centro.

Lizzy riu do modo afetado que ela se portava e começou a se alongar com a ajuda de Isabel. Maila logo ligou a música e passou uma seqüência de saltos como exercício.

Formaram uma pequena fila e aos poucos as meninas foram realizando os saltos. Lizzy observou, Caroline via tudo com uma cara de demonstrava todo o seu desgosto, e seus gestos confirmavam que o ultimo lugar que ela desejava estar era ali, mas que por algum bom motivo, ela não tinha escolha.

Chegou a sua vez e Lizzy realizou os saltos com perfeição e recebendo vários elogios da professora. Caroline a olhava de cima abaixo com todo o desprezo que pode reunir. Lizzy apenas sorriu cínica e lhe deu um tchau debochado ao final da aula.

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- Você viu como ela fez o último salto? Parecia uma gazela de perna quebrada...

Isabel ria ao relembrar os últimos saltos de Caroline. Lizzy forçava-se a não falar do modo de como as outras pessoas dançassem, mas concordava interiormente com a amiga. Repreendeu-a entre risos e seguiram para a aula seguinte, onde Caroline já estava com toda a sua pose e afetação.

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A semana passou rápido e logo era segunda-feira, seu primeiro dia de ensaio.
Lizzy acordou cedo e foi para a academia de ônibus, já que Jane ainda dormia e chegaria um pouco mais tarde.

Por coincidência, Oliver e Lizzy chegaram ao mesmo tempo e dirigiram-se para a sala vazia que ela havia reservado. Alongaram-se enquanto ouviam a música. Lizzy a adorou, e logo começou a mostrar a Oliver uns passos que havia imaginado e começaram assim a criar a coreografia.

As horas passaram e eles tiveram que interromper o ensaio. Combinaram de se encontrar novamente no dia seguinte e continuar com a dança.

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As horas pareciam se arrastar para Lizzy. Ela estava extremamente ansiosa para começar sua coreografia solo e não parava de lançar olhares de soslaio para o relógio.

Isabel tentava acalmá-la de todas as formas, mas não obtinha muito sucesso. Lizzy estava uma pilha, e quando ela ficava uma pilha, permanecia uma pilha.

Finalmente o sinal bateu e Lizzy esperou ansiosa que todas esvaziassem a sala. Sala vazia, colocou o cd no aparelho de som e deixou a música rolar enquanto tentava algumas seqüências.

Amanda
http://www.youtube.com/watch?v=reAIwuc0Qeg&feature=related
(Game of love- Michelle Blanch)

Começou contando os oitos da música e fazendo passos simples como piruetas* e battement.

Logo foi incrementando com movimentos de cabeça e braços enquanto adaptava e fazia a contagem.

O tempo passou rápido e Lizzy nem percebeu quando caiu a noite, não sendo incomodada por causa da luz do luar que entrava pelas grandes janelas de vidro da academia. Deixou assim, a lua sempre que era uma boa fonte de inspiração.

Lizzy terminou a noite satisfeita com seu trabalho. Conseguiu criar as seqüências iniciais e imaginar basicamente como seriam as próximas.

Lizzy tirou cuidadosamente o cd do aparelho e guardou na pequena caixinha. Mas parou na metade do caminho ao sentir que a fitavam.

“ Que idéia Lizzy, você está sozinha aqui... só há o porteiro na entrada... você está imaginando coisas...”
Ela poderia jurar que vira um par de olhos azuis a espiando por detrás de uma coluna da sala.

Balançou a cabeça para afastar algumas idéias estranhas que lhe vieram à cabeça e olhou de relance pela sala. Vazia como devia estar. Sorriu internamente e saiu da sala, encostando a porta e indo para a casa.

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Chegou em casa e todas já estavam dormindo. Entrou com passos leves na cozinha, serviu um copo de leite e foi para o quarto dormir e sonhar com um certo par de olhos azuis que insistiam em aparecer em seus sonhos desde aquela noite no baile...

“ E eu nem sei o telefone dele...e conversamos tanto...”

Foi a última coisa que Lizzy pensou antes de finalmente cair no sono e descansar sonhando com aqueles olhos azuis e seu dono.


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Pirouette - Rodopiar ou girar rapidamente. Uma volta completa do corpo sobre um pé em demi-pointe ou pointe, sendo conseguida a força impulsora pela combinação de um plié com movimento de cabeça (spotting).